Nossa democracia sempre às voltas com golpes!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Quando isso ocorre, na maior parte dos golpes o povo é utilizado como massa de manobra, se deixando levar por ameaças inexistentes da volta do comunismo. Os militares em 1964 usaram os mesmos argumentos que hoje, sessenta e dois anos depois os políticos de extrema direita voltam a utilizar na campanha eleitoral.
E o povo brasileiro ao invés de reagir contrário aos golpes, adere facilmente, acreditando em mentiras disseminadas em grupos de comunicação, redes sociais e na atual campanha eleitoral, uma das piores já realizadas desde o fim da ditadura militar em 1985.
Se somarmos todos os candidatos aos cargos de deputados estaduais, federais e senadores, não conseguiremos sequer dez por cento de postulantes com capacidade, formação universitária adequada, projetos políticos concisos, ideias claras e o uso correto da língua portuguesa.
Os partidos políticos não mudam a estratégia ao utilizar de puxadores de votos. Tem os que foram jogadores de futebol, os que pensam que são cantores, humoristas, tem até um imitador sofrível do Enéas. Enfim, uma mistura nauseante, moribunda e sem nexo de pessoas descomprometidas com a política, o voto, a democracia e o povo brasileiro.
Por outro lado, os presidentes de partido sabem que os eleitores não se esforçam para escolher os melhores candidatos, motivo pelo qual eles mantêm os piores para tentarem puxar votos. Os partidos sabem que uma parcela considerável dos eleitores acredita em voto de protesto, algo que não existe. Acreditam que voto em branco e nulo ajudam a democracia, quando na verdade só favorece os corruptos.
Para os partidos obterem uma bancada grande na Câmara ou nas Assembleias significa muitos recursos do fundo eleitoral bilionário. Nada mais importa para esses dirigentes, que estão pouco se importando com a vida dos brasileiros e suas agruras.
Enfim, vivemos numa democracia, onde a cada dois anos temos eleições (Municipais e Gerais). E o retrato é o fato de que aproximadamente 40% dos eleitores do país (158.765.543), algo em torno de 63 milhões de pessoas se abstém, anulam ou votam em branco. Cientes dessa democracia de ausentes os partidos políticos não se esforçam para registrar candidaturas com pessoas com mais qualificação, formação adequada e experiência em gestão pública.
Isso torna cada eleição um movimento pior em termos de qualidade do debate político, troca de ideias e projetos. Isso interessa apenas e tão somente aos partidos corruptos sugadores das emendas parlamentares para finalidades próprias e enriquecimento ilícitos.

Vergonha e medo!

Tania Tavares – Professora – SP

Estou muito preocupada com a nossa Democracia, pois o ministro Flávio Dino, que está atuando descaradamente para reeleger quem o indicou, mesmo sendo desmentido sobre a fake news sobre N.S. Aparecida. Não podemos esquecer que o presidente a ser eleito vai poder indicar mais QUATRO ministro para o STF. Então teremos a dominação*da TOGA? SOS!

*Lula tem os ministros indicados por ele, Dilma FHC e Temer
Tania Tavares

Pra frente, Brasil

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

Estamos a um passo das eleições presidenciais, não dá pra brincar ou ser indiferente. Um dia importantíssimo que pode dirigir o destino de nosso país, da nossa nação pelos anos subsequentes e traçar o nosso futuro. Um futuro que pode ser de paz, liberdade, oportunidade de crescimento ou o prosseguimento de uma maneira de governar que deixou o Brasil muito longe daquilo que se pode chamar de uma esperançosa e feliz caminhada para o desenvolvimento. O país, infelizmente, retrocedeu a passos largos nos últimos quatro anos. Não há como esconder o fracasso da última governança.
Mas, não podemos nos deter no passado. Temos um futuro pela frente e um país bonito por natureza que merece ser abraçado e cuidado. Somos nós, eleitores, que poderemos com nosso voto consciente, mudar s coisas e colocar de novo o gigante Brasil nos trilhos.

Gostaria imensamente de ter visto, durante a campanha eleitoral, debates preciosos que esclarecessem ao povo planos de governo, programas a serem realizados, coisas importantes discutidas nas áreas da educação, segurança pública, proteção à infância, economia, combate à corrupção, diminuição do tamanho do Estado e a maior importância dada ao cidadão, maneiras de equilibrar as contas públicas, reformas importantes e inadiáveis a serem feitas, saúde, proteção aos idosos e tantas coisas importantes e que interessam sobremaneira ao desenvolvimento do país e melhor condução do Estado. Mas, infelizmente, o tempo não foi suficiente para tanto…

E por que o tempo não foi suficiente? Simplesmente porque o Brasil foi engolido por uma maré de corrupção, coisa pequena não, coisa grande, enorme, aterrorizante, como nunca tínhamos visto igual. Primeiro foi a questão do INSS e a roubalheira na pensão e aposentadoria dos velhinhos. O Brasil estagnou-se em estado de choque à medida que os golpes foram aparecendo e mostrando uma teia de empresas criadas especialmente para o assalto às míseras aposentadorias e pensões. Uma CPMI começou a ser conduzida com excepcional empenho e eficiência, jogando luz sobre a extensa rede de corrupção. Os governistas, vendo que o véu estava sendo levantado, entraram no fim para atrapalhar e destruir o trabalho desenvolvido com lucidez e detalhes. Voltamos à estaca zero.

Em seguida, sem dar tempo para que pudéssemos respirar, estoura a grande corrupção do caso Banco Master, Vorcaro e suas peripécias para, acredita-se, comprar autoridades de grande porte no mundo político e jurídico brasileiro. O cara é esperto, sem dúvida, mas avançou demais nas suas ambições e acabou vendo o sol nascer quadrado na Papuda. Nomes que vinham até então sendo temidos, mandando e desmandando no Brasil e outros que achou importantes por estarem juntos ao poder do Planalto e que pudessem dar a mão caso as coisas dessem errado vieram à tona. O povo brasileiro uma vez mais, o grande perdedor, o mais esquecido, o menos citado nesta porcaria toda. Os celulares de Vorcaro – grande manancial de nomes importantes que agora insistem em afirmar que nada têm a ver com o caso e, como sempre acontece com pessoas que perderam a moral e a decência, jogam para outros a responsabilidade pelos seus erros.

Bem, não foi possível discutir o Brasil com suas drásticas dificuldades e as medidas que pudessem melhorar as coisas. Mas tenho a certeza que o povo brasileiro, de uns tempos para cá, vem despertando maravilhosamente para o lado da política sadia e compromissada com seus verdadeiros objetivos. Saberá decidir, na hora do voto, o que é melhor para nós. E não adianta repetir que não gosta de política, que vota em qualquer um, que vota branco, que vota nulo, que vá tudo para o inferno. Não se engane! Se você não decide com responsabilidade e sobriedade, não faz suas escolhas pensando num Brasil muito melhor do que o que estamos vivendo (apesar das dificuldades que enfrentaremos depois de um governo que apenas cobrou do povo e nada entregou), alguém decidirá por você. E aí, inúteis serão as suas reclamações, seus lamentos. Sobrarão apenas suas perdas! Pensem nisto!

Sois Rei?

Tania Tavares – Professora – SP

O Ministro do STF, Flávio Dino de Castro e Costa, ao desautorizar as decisões que seu colega Ministro do STF André Luiz de Almeida Mendonça, sobre as inverdades criadas por apoiadores do PT sobre N.S.Aparecida, e desmentidas pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), mas mesmo assim o ministro Dino manteve sua decisão é muito grave. Este é um precedente perigoso, ainda mais que quem ganhar as eleições vai poder escolher quatro novos ministros? Teremos então a ditadura da Toga? Cruzes!!!

A MARCHA

Gustavo Hoffay – Agente Social

Nikolas Ferreira, o jovem deputado federal pelo Partido Liberal, evangélico, bacharel em Direito e ex-vereador da capital mineira, em apenas três anos de mandato vem ganhando notoriedade nacional e enquanto surfa numa onda impulsionada por mais de um milhão e meio dos votos que recebeu no ano de 2.002. Dono de uma personalidade ímpar e bem mais ativo até mesmo entre parlamentares mais antigos como Serra, Erundina e Benedita entre outras dezenas de tarecos que habitam o Congresso Nacional, aquele jovem vem se tornando um legislador que dá a nítida impressão de lavar a alma política de dezenas de milhões de eleitores insatisfeitos com o atual (des)governo federal, obtendo integral apoio dos mesmos e censurando as observâncias politicas hipócritas e demasiadamente demagogas de Luís Inácio & Cia. Dono de uma oratória que destaca-se de maneira a engajar-se naquilo que está presente em corações e mentes da grande maioria do povo brasileiro, Nikolas já tem um necessário e irrestrito apoio para conduzir uma práxis revolucionária numa consciente oposição àquele provisório inquilino do Palácio do Planalto. Antes sequer de completar trinta anos de idade, aquele jovem politico com milhões de positivas avaliações em todo o Brasil, nascido e criado na favela Cabana do Pai Thomás em Belo Horizonte e onde atuei enquanto servidor da secretaria municipal de Ação Social nos anos oitenta, demonstra-se suficientemente forte para despertar em milhões de compatriotas os seus anseios por um Brasil mais justo e fraterno. Sabe-se desde muito tempo que a velha política nacional vem causando perplexidade na grande maioria dos eleitores, que sequer sabe em quem depositar a sua esperança em seus representantes no Congresso Nacional, um local onde o pluralismo de ideias e ações é subjetivista, individualista e muito distante daquilo que o eleitor consciente espera do mesmo; um órgão que se fragmenta com graves prejuízos para eleitores assombrados e o que, por consequência, contribui para colocar em relevo políticos que se destacam simplesmente por suas ações em prol do desejo de milhões de eleitores espalhados por todo o território nacional. Políticos da índole de um Nikolas Ferreira têm a coragem de crer que o seus mandatos devem superar as mais positivas expectativas dos seus eleitores e simpatizantes, sem se preocuparem (demais) com ataques a eles direcionados, muitas vezes de forma demoníaca, por não poucos dos seus colegas no Congresso Nacional e inconformados com a sua supimpa trajetória, fundamentada numa inversão da tradicional, desgastada e retrograda politica conduzida pelos velhos coronéis e barões, sobreviventes do antigo controle de votos por latifundiários através do clientelismo e do “voto de cabresto”. Na qualidade de capacitados eleitores não devemos, jamais, adaptarmo-nos à mentalidade de políticos que fazem dos seus respectivos mandatos uma espécie de capitania hereditária e que imaginam poder conduzir suas legislaturas achando que está tudo bem, enquanto iludem eleitores com discursos emotivos, pontuais e de caráter estritamente populista, levando às mãos os seus peculiares e respectivos cabrestos. Com efeito a caminhada promovida e puxada pelo jovem deputado Nikolas defronta com uma lamentável realidade da velha ideologia política nacional e onde um clima de ódio e perseguições a adversários de legislatura urge ser enfrentada e vencida, dada a sua inconciliabilidade com a democracia e os valores éticos e cristãos do povo brasileiro. Enfim, uma caminhada histórica e que certamente Luís Inácio, contrariado, levará em sua bagagem quando em seu próximo encontro com Donald Trump, como prova de uma manifestação popular contra o governo mais infiel aos princípios republicamos de todos os tempos em nosso Brasil, um corrupto comprovado, inescrupuloso, sem limites e conforme já amplamente comprovado por milhões de pessoas em todo o mundo, menos por alguns políticos, jornalistas e juristas tupiniquins.

TERROR E SEXO

Gustavo Hoffay – Agente Social

Excetuo da minha acusação, os poucos canais televisivos que dedicam a sua programação à educação e à cultura e que, de alguma maneira, contribuem para a elevação dos valores dos seus telespectadores; não quero generalizar. Acuso, sim, algumas reconhecidas emissoras e tendo por testemunha a grande maioria da nossa sociedade, pelos seus muitos delitos e tendo por vitrina quem assiste passivamente o que derramam dentro das nossas casas. Acuso-as de descumprir o que determina o que foi acordado com o governo federal, quando adquiriram as suas respectivas concessões ou seja: informar, educar, conscientizar e divertir. O que temos assistido contraria muito daquilo que teoricamente seria a razão pela qual foram criadas. Abusando do seu poder de persuasão e penetração, algumas emissoras destroem o que famílias e outras instancias pedagógicas procuram construir. Em primeiro lugar o lucro. Sedentas de público e consequente aumento do seu lucro, tais emissoras ministram fartamente à sua clientela os dois ingredientes que mais fomentam as suas receitas: pornografia e violência! Não seria exagero admitirmos que a TV brasileira, com raríssimas exceções- está formando uma geração de voyeurs e imbecilizando faixas inteiras da população. Sim, gerações de autênticos debiloides que se comprazem com o mau gosto, a idiotice, palavras e modos absolutamente desprezíveis; um repertório de boçalidades em nome do lucro fácil. Os mais autênticos e inalienáveis valores morais estão sendo demolidos, dissolvidos na consciência do telespectador. Amor, fidelidade, renúncia e respeito vem sendo assustadora e quotidianamente desvalorizados, inclusive por algumas telenovelas que exploram o incesto, o adultério, a dissolução de casamentos e o deboche. A corrupção de menores em virtude de uma programação de baixíssima categoria moral, já ocorre em horários nobres e quando a maioria das famílias está em torno da TV. Programas diversos que disseminam práticas e ritos ligados a cultos os mais estranhos, estão ao alcance dos olhos de crianças e jovens totalmente despreparados para discernirem a respeito e por conseguinte levando-os a um desequilíbrio psíquico. Aos poucos e sempre mais a programação de algumas emissoras de TV vem instalando em lares diversos uma concepção totalmente aética de vida, explorando o trunfo do roubo, dos golpes, do lucro fácil e do estelionato, enquanto ganhando telespectadores que adoram assistir as aventuras de uma burguesia em decomposição. Alguém poderia dizer que tudo isso também está ao alcance dos jovens pela Internet, porém essa é para um público ativo; passivamente ainda são milhões e milhões que deixam-se seduzir pelas produções que exploram suspense, terror e sexo….infelizmente.

MOVIMENTOS SOCIAIS

João Batista Domingues Filho
Cientista Político – Professor UFU/INCIS

A democracia pressupõe pluralismo político e social, condição essencial do modelo que Robert Dahl denomina poliarquia. Democracia política e governo democrático são sustentados por uma sociedade que apresenta condições de influência política plural, com uma pluralidade de associações na sociedade civil, entendida como esfera distinta do Estado e dotada de autonomia em relação a ele. A competição política é aberta e estável em termos institucionais e normativos, com grupos de interesse concorrentes e participação social ampla, para influenciar a ação e a tomada de decisão pelo Estado democrático de direito.
Movimentos sociais, numa democracia pluralista, expressam oportunidades de participação política na vida social de um povo, podendo produzir efeitos de integração, contestação e transformação social, ao mudar normas e valores por meio de seus agentes e atores sociais e ao generalizar seus objetivos, incluindo setores mais amplos que transcendam o contexto de onde surgiram. Não são, porém, fenômenos exclusivos das democracias: manifestam-se também em regimes autoritários e híbridos, seja reivindicando direitos e mudanças, seja enfrentando diferentes formas de repressão.
Fatos históricos: anos 60, movimento estudantil, movimentos pelos direitos civis e movimentos pela paz. Nos países então chamados de Terceiro Mundo — expressão hoje frequentemente substituída, conforme o contexto, por Sul Global —, movimentos de libertação nacional. Nos anos 70 e início dos anos 80, América do Norte e Europa: movimentos de mulheres e feministas, ecológicos, antinucleares, pela paz e de autonomia regional. Na China, foi reprimido o movimento de democratização e, na Europa Oriental, movimentos populares contribuíram para a derrubada dos regimes comunistas.
Quando este artigo foi originalmente publicado, em março de 2011, o Norte da África e o Oriente Médio viviam as revoltas que se tornariam conhecidas como Primavera Árabe. A queda de regimes autoritários na Tunísia e no Egito alimentava fortes expectativas de democratização. O desenvolvimento posterior mostrou, entretanto, trajetórias muito distintas. A Tunísia iniciou uma transição democrática, realizou eleições multipartidárias e promulgou uma nova Constituição em 2014, mas passou por forte regressão institucional a partir de 2021. Em outros países ocorreram restauração autoritária, repressão, conflitos internos ou guerras. A experiência demonstrou que a mobilização social pode abrir possibilidades de transformação, sem assegurar, por si só, a consolidação da democracia.
No Brasil, as Jornadas de Junho de 2013 tornaram-se outro marco da mobilização contemporânea. Iniciadas em torno da contestação ao aumento das tarifas do transporte público, rapidamente ampliaram suas pautas e sua abrangência. As manifestações evidenciaram também a crescente importância das redes digitais na convocação, circulação de informações e organização dos protestos, além da possibilidade de uma mesma onda de mobilização reunir grupos, reivindicações e orientações políticas distintas.
Movimentos sociais buscam realizar mudanças de estruturas institucionais, modos de vida e de pensar, desafiam normas e códigos morais, disputando valores, direitos e interpretações da realidade social. Seus resultados, contudo, não são predeterminados: podem conquistar reformas e direitos, alterar valores culturais, perder capacidade de mobilização, ser incorporados pelas instituições ou provocar movimentos de reação.
Paradigmas teóricos dos movimentos sociais: neomarxismo, pela contradição estrutural entre capital e trabalho; interacionismo, pelo conflito enquanto processo de interação para reconstruir coletividades; estrutural-funcionalismo, com as teorias de massa, tensão estrutural e privação relativa; e mobilização de recursos, abordagem em que predomina o raciocínio estratégico-instrumental. A esses referenciais acrescentaram-se abordagens centradas na identidade coletiva e nos novos movimentos sociais, nas oportunidades políticas, nos enquadramentos interpretativos e nas redes de ação coletiva.
Nas últimas décadas, a internet e as plataformas digitais modificaram profundamente os repertórios de mobilização. Bennett e Segerberg denominaram “ação conectiva” formas de participação nas quais indivíduos compartilham causas, mensagens e conteúdos em redes digitais, muitas vezes sem depender das estruturas hierárquicas das organizações tradicionais. Movimentos como Black Lives Matter, articulado a partir de 2013; a difusão internacional do #MeToo, especialmente a partir de 2017; e o movimento climático Fridays for Future, iniciado em 2018, exemplificam novas combinações entre mobilização nas ruas e comunicação em rede.
A tecnologia, entretanto, produz efeitos contraditórios. Se amplia a capacidade de organização, comunicação e difusão das mobilizações, também pode ser empregada em vigilância, censura, perseguição de ativistas, desinformação e outras formas de repressão digital. As redes sociais tornaram-se, assim, também espaços de disputa por visibilidade, influência e legitimidade.
Movimentos sociais apresentam comportamento coletivo conflitivo, constroem identidades, definem oponentes e mobilizam recursos, mudando códigos culturais e ultrapassando, em muitos casos, a experiência baseada exclusivamente na classe econômica. Questões raciais, de gênero, ambientais, culturais, territoriais e de direitos humanos passaram a ocupar posição central em numerosas mobilizações contemporâneas, sem que tenham desaparecido os conflitos relacionados ao trabalho, à renda e às desigualdades econômicas.
A democracia pluralista com movimentos sociais oferece condições institucionais favoráveis à livre organização e manifestação da sociedade. A experiência contemporânea, entretanto, recomenda distinguir mobilização social de mobilização necessariamente democrática: movimentos podem defender e ampliar direitos e liberdades, mas também podem apoiar projetos que enfraqueçam instituições e garantias democráticas. Impõe-se a aceitação da diversidade: direito do “outro” existir democraticamente referenciado.
Num mundo interdependente e culturalmente plural, a defesa dos direitos humanos, das liberdades políticas, da participação e da dignidade das pessoas permanece fundamental. A vitalidade dos movimentos sociais depende da possibilidade de expressão da diversidade e da existência de espaços nos quais demandas coletivas possam disputar legitimamente os rumos da sociedade e do Estado.

Voto secreto

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Diz a nossa lei eleitoral que o voto é secreto. Legal mas ninguém cumpre e me senti hoje no dever fazer considerações sobre como votarei. Sou leitor assíduo de cartas de leitores de diversos jornais, sendo que 2 deles os de maior circulação no país. Tenho notado por parte dos leitores uma abominação unânime relativamente ao candidato Flávio Bolsonaro bem como o endeusamento do candidato Lula. Com relação ao candidato Flávio até concordo com a maioria das críticas mas discordo frontalmente do endeusamento de Lula. Porque restou comprovado em todas as instâncias os crimes que o mesmo cometeu. Assim abomino o candidato Lula e lutarei para que ele não seja reeleito. Flávio ainda não foi julgado nem condenado por qualquer crime e portanto julgo ser merecedor de uma oportunidade. Isto posto, nem preciso declarar meu voto até porque o voto é secreto.

Suplentes?

Tania Tavares – Professora – SP

Será que nós paulistanos e paulistas vamos cair no golpe de votar para o senado Simone Tebe, Marina Silva e outros candidatos? São candidatas(os) ao senado, mas se forem eleitos não ficarão no cargo e serão substituídos pelos suplentes e “convidadas(os)” para algum Ministério, e os verdadeiros indicados serão do PT e outros partidos aliados a ele? Nos Poupem!