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A Coragem de Ser Melhor

Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG

Ao longo da caminhada humana, errar é inevitável. Há quedas discretas, quase invisíveis, e há tropeços que ecoam alto, que ferem, que deixam marcas. Todos, sem exceção, carregamos histórias que gostaríamos de reescrever. Mas é justamente nesse território imperfeito que nasce a possibilidade da transformação.

A vida não nos pede perfeição, pede consciência. O caráter não surge pronto, acabado, imutável. Ele é moldado no calor das escolhas difíceis, no silêncio das reflexões sinceras, na humildade de reconhecer, “eu falhei”. Crescer dói, porque exige abandonar versões antigas de nós mesmos, exige rever atitudes, recalcular rotas, pedir perdão e, principalmente, mudar.

Há quem confunda força com rigidez. No entanto, forte é quem admite o erro sem se justificar, quem aceita correção sem orgulho, quem decide não repetir o que um dia causou dor. Os acertos mais sólidos nascem exatamente das falhas reconhecidas. Cada correção é um tijolo na construção de uma personalidade mais justa e íntegra.

Ser melhor não significa tornar-se superior a alguém, significa tornar-se superior ao que fomos ontem. É vencer a impulsividade com prudência, substituir a indiferença por empatia, trocar a crítica fácil pela atitude construtiva. É compreender que nossas ações sempre alcançam alguém, para ferir ou para edificar.

A verdadeira evolução acontece nos bastidores da alma, quando ninguém aplaude, quando ninguém observa, quando apenas a consciência testemunha. É ali que se decide o tipo de pessoa que seremos.

Todos temos um passado, mas o futuro continua aberto. Cada amanhecer nos oferece uma nova chance de agir com mais justiça, falar com mais respeito, amar com mais verdade. Tornar-se uma pessoa melhor não é um destino final, é um compromisso diário.
E talvez a maior grandeza do ser humano esteja exatamente nisso, na coragem silenciosa de mudar.

Classes bem distintas.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Temos 2 classes bem distintas de assalariados. No teto da pirâmide temos os graduados dos 3 poderes cheios de PENDURICALHOS imorais e ilegais vivendo nababescamente. E no piso o pessoal do PENDURANOSGALHOS pois com o que ganham mal dá para comer e ainda estão nas mãos de agiotas assim como os aposentados e pensionistas do INSS.

Vorcaro x Senado – a delação

Tania Tavares – Professora – SP

Daniel Bueno VORCARO, preso na carceragem da Polícia Federal em Brasília, por precaução, deve ser interrogado pelos Senadores nas dependências da PF e vigiado o tempo todo para que não sofra qualquer “atentado” contra ele ou por ele mesmo. Tem muita gente mentindo e apavorada.

No ônibus

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

“Educação, boa e velha” é o nome de um texto da psicóloga Rosely Sayão. A autora comenta que na sociedade atual os velhos perderam importância e que os pais das crianças não acreditam que os avós tenham algo a acrescentar à formação dos netos . Mas os avós insistem, porque acham que vale a pena ensinar aos netos coisas como certo e errado, falso e verdadeiro e que ter liberdade é muita responsabilidade. Rosely acrescenta que antes, os avós mimavam os netos, mas que agora não podem mais fazer isso, pois são os pais que mimam, satisfazendo todas as vontades dos filhos. Daí, muitos avós da atualidade conseguiram inovar o sentido da palavra “mimar”. Para esses velhos, mimar passou a ser dedicar tempo aos netos e ter paciência com eles (penso que estou nesse grupo). A isso, eu acrescentaria que mimar também é aprender com os netos e se divertir com eles.

Como no dia em realizei o sonho da minha netinha Maíra, quando ela tinha quatro anos. O sonho dela, na época, era passear de ônibus. Assim, decidi levá-la ao Campus Umuarama, onde eu trabalhava, e fomos para a praça Tubal Vilela. Depois de esperarmos no ponto por 20 minutos, ela entrou no ônibus animadíssima, conversando com os passageiros e de olho na janela. Ficou preocupada com uma moça de pé ao lado de um assento vazio e falou várias vezes: “-Moça, senta aí”, mas a moça não obedeceu. Quando chegamos ao campus, uma amiga minha, professora de répteis, levou a Maíra para conhecer o serpentário e deixou que ela passasse a mão em uma cobra inofensiva. Ela ficou fascinada. Na volta, pegamos o ônibus no ponto mais perto. Assim que a porta abriu e a Maíra subiu os degraus, parou no meio do corredor, antes da roleta, colocou as mãos em volta da boca e gritou a plenos pulmões, com seu vozeirão característico:”-Geeeente! Geeeente! Eu passei a mão na cobra!”. Alguns passageiros riram, outros devem ter pensado que ela estava mentindo, outros continuaram dormindo. Eu, meio sem jeito, tentei explicar alguma coisa. Mas logo o ônibus deu um safanão e consegui segurar a Maíra pela gola da blusa. Na sequência, no afã de pegar rápido um lugar com janela, ela entalou debaixo da roleta, tentando passar por baixo. Pegamos o ônibus errado e tivemos que parar no terminal para pegar outro, que estava lotado. Consegui um assento e a coloquei no colo, mas ela ficou indignada porque tinha uma moça sentada ao lado, na janela, e a Maíra tinha certeza que o lugar deveria ser para ela. No dia seguinte, fomos ao bairro Guarani, também de ônibus, na casa da minha ajudante, e para ela foi outra aventura. Voltou de cabelo lavado e escovado e de unhas pintadas. Minha ajudante tem um salão de beleza e a Maíra usufruiu de tudo. Entrou linda no ônibus, sentamos nos assentos da frente e ela contou toda a sua curta vidinha de quatro anos para o motorista, sempre com um olho nele e outro na janela. Não falou da cobra, mas ao descer gritou: “-Brigaaaaado, motorista”!

Acho as crianças incríveis e por isso ainda pretendo mimar muito meus doze netos. Como escreveu Adélia Prado: “-Meu Deus, me dá cinco anos, me dá a mão, me cura de ser grande…” Ou como no texto de Rubem Alves: “São as crianças que veem as coisas -porque elas as veem sempre pela primeira vez com espanto, com assombro de que elas sejam do jeito como são. Os adultos, de tanto vê-las, já não as veem mais. As coisas -as mais maravilhosas- ficam banais. Ser adulto é ser cego.”

Penso que a Maíra viu, pela janela do ônibus, muita coisa que eu não vi…

Ministros ou aiatolas

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Como são tolas as pessoas que se acham acima de tudo e de todos por serem vazias e acreditarem apenas no seu próprio endeusamento. É assim como pensam os aiatolás e os ditadores de um modo geral. É assim que vejo nossos ministros do STF em suas decisões monocráticas quando se mostram incapazes de dialogar. Querem decidir e pronto. Ignoram o colegiado. Isso não é defesa da democracia. É ditadura. Podem errar por e nada pode ser feito. Isso deve acabar. E somente o Senado pode fazer alguma coisa. Mas não temos senadores e não temos um Trump ou Netanyahu.

E agora?

Tania Tavares – Professora – SP

O que deve acontecer com o PGR Paulo Gonet e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Morais que defendiam Vocaro, que foi preso, e seus familiares mantinham negócios com ele? Com a palavra, digo ação o Senado e Câmara.

ORDEM DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS

Ivan Santos – Jornalista dinossauro

A extinção do diploma específico de jornalista não impõe a extinção das Faculdades de Jornalismo. A verdade é que a exigência da Lei de Imprensa permitiu à indústria do ensino montar Faculdades para fornecer diploma. Algumas vendem diplomas e ganharam muito dinheiro. Na realidade, o mercado viveu 40 anos obrigado a só contratar jornalistas diplomados – a maioria sem cultura geral, sem conhecimento da técnica de editoração, sem conhecimento da Língua Portuguesa e, por isto, foram obrigados a divulgar textos repletos de gerúndios, misturados de tu com você, sentenças com verbos na voz passiva que não indicam o sujeito, enfim, pobreza de informações e de comunicação com a mistura de conceitos sem ordem e sem nexo. A qualidade da produção jornalística não melhorou com a expedição de diplomas. Agora, que a exigência do diploma acabou, as escolas terão que mudar o currículo para que possam formar verdadeiros jornalistas. O ideal é copiar o modelo da Europa que exige do candidato a jornalista, uma formação de nível superior, seguida de um curso de pós-graduação em técnica de editoração. Isto seria ideal.
Outra aberração é a exigência de registro no Ministério do Trabalho. Isto também precisa acabar. Jornalista não precisa ser controlado através de um registro profissional em um órgão governamental. Os jornalistas precisam se reunir para organizar uma Ordem Profissional como a OAB. Essa Ordem poderá exigir o cumprimento da Ética Profissional e montar um Exame de Ordem para expedir a Carteira de Jornalista somente a quem mostrar-se preparado para o exercício da profissão. Caso isto não ocorra continuaremos sujeitos às exigências do mercado e o nível de desemprego crescerá.
Outros temas para discussão:
1- Para ser apresentador ou apresentadora de TV nunca foi preciso ter diploma de jornalista. Esta função no Brasil é regulada pela Lei do Radialista e tem o nome de “locutor (a) noticiarista”.
2- Os jornalistas invadiram a profissão de Relações Públicas com o rótulo de “Assessor (a) de Imprensa”. Esta qualificação profissional não existe. Não há no Brasil nenhuma lei que reconheça “assessor de imprensa”.

Tem muita coisa errada no exercício do Jornalismo que precisa de discussão. Jornalista não pode ter preconceito. É preciso estudar diariamente, analisar as informações que receber, confrontar ideias, submetera as informações que receber a um rigoroso exercício de dialética para se aproximar da verdade. É preciso fazer isto sempre, sem preconceitos, com a mente aberta.
Quem quiser ser jornalista de verdade terá que ter sólida cultra, conhecimento da Língua Portuguesa e respeito à ética. Isto ninguém consegue sem uma formação de nível superior, muita leitura e análise de correntes de pensamento que levam à intelectualidade. Jornalista de verdade sabe que um indivíduo com formação elementar não tem competência para distinguir alho de bugalho. Jornalista precisa, pelo menos, saber fazer esse tipo de distinção.

Uma diferença aviltante e imoral!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

No Brasil temos uma desigualdade gritante que faz com que a minoria maciça (aproximadamente 2% da população) tenha a fortuna maior do que os demais 98% da população economicamente ativa do país. Estes ricos recolhem menos impostos, exploram os pobres, pagam salários obscenos aos trabalhadores e relutam em recolher FGTS e demais benefícios.
Esta classe dominante é contra todo e qualquer benefício concedido pelo governo aos 98% da população. Odeiam Bolsa Família, Farmácia Popular, Vale Gás, Cotas nas Universidades e quaisquer outros benefícios.
Em sua grande maioria são fascistas, sonegadores de impostos e pouco ou nada se importam com a ética, a honestidade e o desenvolvimento sustentável do país. Tanto que se deixam envolver com madeireiros, latifundiários, garimpeiros e demais formas ilegais e criminosas de devastação do meio ambiente.
Para essa gente nada importa a Educação pública, onde seus filhos jamais estiveram, visto que estudam em escolas particulares onde pessoas oriundas da classe média e pobre não tem condições de frequentarem.
Logo, não se importam que o piso salarial nacional para professores da educação básica no Brasil, com jornada de 40 horas semanais, seja algo em torno de R$ 5.130,63 em 2026. Essa remuneração base é válida para a rede pública, mas os valores podem variar significativamente entre estados, municípios e redes de ensino privadas, dependendo do tempo de carreira e titulação.
Para simples efeito de comparação um vereador em Bauru – SP, cidade com 385 mil habitantes recebe R$ 14.762,80 mensais. Na capital paulista o vencimento de um vereador é de R$ 26.080,98. Um deputado estadual no Rio Grande do Sul recebe R$ 33.007,00. Um deputado estadual do outro extremo do país no Rio Grande do Norte recebe R$ 34.774,00.
Para aumentar a desigualdade, temos os deputados federais que possuem um custo mensal para os cofres públicos pode ultrapassar cerca de R$ 270.000,00 mil mensais, considerando todas as verbas, auxílios e despesas associadas ao mandato.
Percebam o abismo que existe neste país entre a mais importante classe profissional existente, que são os professores, aqueles que educam, ensinam a todos os demais profissionais, incluindo os políticos e recebem menos que um simples vereador de uma cidade média em nosso país.
Enquanto isso persistir e for aceito pela nossa sociedade mal informada, despreocupada com aquilo que deveria, não teremos futuro como Nação. Considerando que a classe política tem o poder de legislar e o faz a favor dos ricos e nunca dos que mais precisam.

DEMOCRACIA DIGITAL

Ivan Santos – Jorrnalista

Recentemente uma atriz culta e celebridade do primeiro time da constelação lúdica nacional, consegue movimentar e encantar milhares de internautas do Brasil com os comentários que faz na Internet. A maioria das pessoas que consomem as informações que ela divulga parece sem competência para distinguir alho de bugalho. Há poucos dias a atriz informou no Blog dela que o padre Antônio Vieira mora em São Paulo. Poucos deram importância à informação, talvez por ignorarem quem foi o padre. Ninguém comentou o besteirol. A atriz exerceu “liberdade democrática” que a Internet concede a gregos e a troianos, todos com direito de divulgar bobagens e alimentar besteirol com sonhos, fantasias e assinar comentários mentirosos com nome trocado ou inventado na última hora. Isto é c hoje segue a atriz nas deres sociais. A informação de que o “padre Antônio Vieira mora em Sampa”, Lula a fez, certamente, com ironia, para avaliar o nível de conhecimento histórico da plateia que a segue a comunicadora e a aplaude na Internet. Muita gente sensata e bem informada, hoje, espanta-se com a audácia de internautas que tentam justificar a falta de ética no processo político com falcatruas do passado. Isto é irreverência sem precedentes na história da democracia. O besteirol atual, na Internet, é pura bobagem cometida por quem acha que todos somos idiotas ou ignorantes batizados, crismados e dispensados do Serviço Militar por excesso de contingente. Besteirol cibernético que faz rir e chorar ao mesmo tempo. Saravá!

BESTEIRAS

Hoje a Internet parece um canal para alguns externarem ressentimentos, ódios, preconceitos, revanchismo e ignorância sem a menor ilustração. Em nome de uma sociedade mais crítica, pseudodemocrática, a Internet transforma-se hoje em passarela para desfiles de figuras que, na prática de comunicação popular moderna, revelam-se comentaristas de insensatez.

DIVIDA EXTERNA

Outro besteirol que corre solto na Internet é o que diz que Lula pagou a dívida externa e, por isto, o Brasil hoje nada deve no exterior. Em 2002 quando Lula assumiu o Governo, a Dívida Externa era US$ 210,7 bilhões. Hoje a Dívida Externa brasileira, em junho passado, era de US$ 205 bilhões. Afinal, alguém percebeu onde está o besteirol ou a verdade?

DIVIDA INTERNA

Em 2002 a Dívida Interna do Brasil era de R$ 654,3 bilhões. Mestre Lula da Silva aproveitou os juros internacionais baixos, emitiu títulos da Dívida Pública e, com o dinheiro amealhado, pagou o que o Brasil devia ao FMI. Com esse tipo de operação a Dívida Interna do País é hoje de R$ 8 trilhão e 500 bilhões. Onde está o besteirol? Que dívida pagou Lula?

É a Vida é a Vida e é a Vida! E ela se completa com a Morte

*Flávio de Andrade Goulart é médico, professor de Medicina na UFU e na UNB, secretário de Saúde em Uberlândia e sobrinho do poeta Carlos Drummond de Andrade

Saudoso Gonzaguinha! Temos direito à vida, por certo, mas há uma diferença profunda entre direito e dever quanto a tal quesito e assim o que defendo é o primeiro termo. No meu caso, o que eu desejo é usufruir, acima de tudo, do direito de ser o único protagonista de minha vida, especialmente nas decisões sobre os cuidados de saúde que eu esteja disposto a receber, principalmente aqueles que me serão destinados na etapa final de minha vida. A gente deve ter, acima de tudo, o direito de viver, mas não (jamais, nunca, never!) o dever de continuar vivo contra a própria vontade. Cabe a cada pessoa, afinal de contas, desenvolver e exercer a percepção de sentido que a vida deve ter e rejeitá-la quando isso escapar de sua concepção de bem vivê-la. Aos 77 anos de idade, como acabei de completar, refletir sobre isso se torna coisa essencial. E numa contradição apenas aparente, defender o direito à vida implica, diretamente, em refletir sobre o direito à morte, a qual, aliás, nunca é demais lembrar, também faz parte da vida. Estou com Woody Allen, quando ele diz que pensar muito na morte é esperar que a recíproca não seja verdadeira. Eu também tenho pensado muito nela, mas o que defendo é a necessidade de que nós ponhamos mais atenção sobre esta etapa da vida. – Nós, quem, cara pálida, de quem você fala? Falo de todo mundo, desde os cidadãos comuns como eu e você; os políticos, os juristas, os líderes religiosos, os agentes da cultura, os professores e por aí a fora. Sim, meus amigos, não é preciso amar a morte ou desejá-la, mas sim conversar cada vez mais sobre ela, sem preconceitos, sem ideias pré-concebidas, sem medo. Como etapa mais do que natural da existência, além de única, a morte, deve ser “vivida” de acordo com as aspirações e crenças, com a liberdade e a autonomia que as pessoas devem ter. O morrer, mais do que simples destino, deve ser considerado direito humano fundamental, a ser experimentado com dignidade. Enfim, que ninguém seja constrangido a continuar vivo sendo portador do que considera um grau insuportável de sofrimento. Não falo de suicídio, uma questão de saúde pública, objeto de ações específicas da esfera pública, falo de uma boa morte, dentro de limites restritos à decisão individual e de cujo cortejo devem fazer parte a autonomia, a autodeterminação, a dignidade e, no limite, a morte voluntária e assistida. E isso deve incluir: a recusa terapêutica; o direito aos cuidados paliativos, ao invés das “heroicas” experimentações terapêuticas; as funestas iniciativas que porventura venham apenas a prolongar o processo de morrer; e, finalmente, a morte assistida.