por uberlandiahoje | mar 27, 2025 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Compartilho o sentimento emanado pelo Almeida em seu Blog, acrescentando algumas coisas que penso a respeito: O nosso sentimento de pessimismo em relação a política no país, não tem nada a ver com o bolsonarismo, pois quer queiram ou não, isso vai passar.
Alguns já foram presos, outros em breve serão julgados e condenados e vão passar uma temporada na Papuda ou Colmeia. Entretanto, uma parcela considerável da nossa sociedade, desde 2017, arrancou de suas faces as máscaras fascistas.
Saíram do armário da hipocrisia e perderam o verniz da civilidade, humanidade e empatia. Isso afetou amizades, separou familiares e nos trouxe o que de pior os seres humanos podem oferecer. A disseminação do ódio, preconceito, racismo e a intolerância religiosa e moral.
A partir do surgimento da candidatura do sujeito nefasto oriundo do baixo clero e do reino das rachadinhas e outros golpes financeiros, brotaram das profundezas do esgoto pessoas que até então diziam: “Não gosto de política, não discuto nem tenho partido ou candidatos”. Pois, foram estes os que mais se desnudaram diante da falta de argumentação no apoio ao pior político e ser humano que o nosso sistema já ofereceu aos eleitores.
Pior do que terem dado seus votos a este crápula em 2018, foi manterem o apoio nas redes sociais e na vida mesmo com todas as vísceras da corrupção sendo expostas a quem quisesse ler e ouvir.
Por tudo isso, creio com toda certeza, que não haverá volta, e o motivo é simples, essa gente permanecerá uivando contra tudo que for progressista no país, como torcedores de organizadas fascistas irão continuar votando no quanto pior, melhor. Vão permanecer espalhando ou disseminando mentiras (Fake News). Não tem volta!
O país perdeu o rumo no momento em que médicos, engenheiros e demais profissionais que tiveram acesso a boa educação demonstram apoio a um mísero vagabundo e seus familiares, cuja ficha pregressa é extensa de crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, roubo de joias da União, prática de rachadinha em gabinetes, etc.
Eles conseguiram dividir o país, entre a direita irracional e permissiva e a esquerda. Independentemente do que acontecer, estarão sempre do lado oposto ao bom senso, a argumentação inteligente e a educação, cultura e defesa do meio ambiente.
Estes que hoje estão presos na Papuda e Colmeia, quando forem soltos voltaram a cometer os mesmos atos praticados antes do 08 de janeiro de 2023. Vão espalhar mentiras, vociferar impropérios e atacar tudo aquilo que for feito por políticos que não sejam da extrema direita. Essa gente não vai parar de disseminar ódio, chegando inclusive as vias de fato, com a possibilidade de assassinatos em nome de um Mito de estrume.
por uberlandiahoje | mar 27, 2025 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Minha sugestão aos magistrados do STF que concordaram em relação a pena imposta à cabeleireira sra Débora Rodrigues dos Santos, que em vez de 14 anos de prisão, que na maioria das vezes só piora a(o) condenada(o), uma pena educativa. Que tal ter que limpar todas as estátuas de Brasília e de outras capitais das pichações em monumentos históricos, conscientizando da sua importância. destes. E uma vez por mês iria assinar no órgão competente de sua cidade que não fugiu.
por uberlandiahoje | mar 27, 2025 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Olhando a mesa dos inquisidores do “golpe que não houve” me lembrei de personagens da minha infância e juventude. Me divertia muito. A saber: Rei Momo, Roberval Taylor, Bento Carneiro, Carequinha e Arrelia. Sinceramente, as lembranças do passado tomaram todo o meu tempo. Não conseguia entender o que falavam. Apenas me lembrava dos personagens e suas performances. Graças a Deus. Horas depois em reunião com amigos me perguntaram o que achei. Disse que havia me divertido. Ninguém entendeu nada. Mas me deram razão. Perder tempo para que?
por uberlandiahoje | mar 26, 2025 | Ponto de Vista |
Dr. Flávio de Andrade Goulart*
Prossigo hoje na apresentação iniciada na última semana de alguns dados do Boletim IEPS – Data, publicado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) de São Paulo, sobre a evolução dos principais indicadores de mortalidade e morbidade em municípios e estados brasileiros. Hoje é feita a comparação entre os dados da Capital Federal, cotejados com outras capitais brasileiras, selecionadas por representação regional e população. Veja a tabela a seguir, com comentários mais adiante.
INDICADOR BRASÍLIA GOIANIA B. H. BELEM FORTAL. CTBA
EXPECTATIVA DE VIDA (anos) 77,4 75,3 76,4 74,3 74,4 76,3
POPULAÇÃO > 60 ANOS (%) 7,9 9,5 13,2 9,3 9 11,8
SANEAMENTO BÁSICO (%) 99,0 74,6 94,1 66,2 72,1 94
MORTALIDADE CAUSAS EVITÁVEIS (por 100 mil hab) 66,6 86,1 68,1 106,3 79,4 59,0
INTERNAÇÕES CSAP (por 100 mil hab) 763,4 513,6 748,5 663,3 714,2 718,4
COBERTURA ATENÇÃO BÁSICA (%) 63,2 62,7 100 48,5 60,3 63,3
COBERTURA VACINAÇÃO POLIO (%) 73,2 72,6 67,9 50,8 73,2 79,0
% NASCIDOS VIVOS PRENATAL OK (%) 71,6 74,6 84,3 56,1 65,4 86,7
MÉDICOS (por 01 mil hab) 3,92 4,27 5,97 2,3 3,19 3,54
ENFERMEIROS (por mil hab) 2,53 1,88 2,55 1,24 2,16 1,67
LEITOS SUS (por 100 mil hab) 167,63 247,31 204,84 181,56 219,6 151,75
LEITOS NÃO SUS (por 100 mil hab) 151,12 231,86 139,55 101,84 131,94 89.69
DESPESAS SAÚDE / hab (R$) – 1161, 2110, 752, 970, 1343,
DESPESAS REC PRÓPRIOS / hab (R$) – 532, 672, 384, 488, 605,
Essas informações mantêm correspondência imediata – ou assim o deveriam – com as condições socioeconômicas locais, mas nem sempre tal correlação é evidente, entre outras razões por problemas na coleta ou processamento das informações. Como exemplo, em Belém, que pode ser considerada uma cidade com indicadores sociais mais precários e onde a cobertura por atenção básica é a menor da série, o índice de internação por condições sensíveis à tal estratégia é simplesmente a segunda menor entre todas, atrás apenas de Goiânia, enquanto sua mortalidade por causas evitáveis é simplesmente a maior de todas.
Mas feita tal ressalva, sigamos em frente.
A expectativa de vida não varia intensamente entre os casos apresentados, apenas 3,1 pontos entre a maior e a menor cifra, mas de toda forma os valores maiores verificados em Brasília e Curitiba seriam compatíveis com uma estimativa socioeconômica sem dúvida mais favorável nessas duas cidades.
Da mesma forma, em termos da população acima de 60 anos, o maior índice de juventude encontrado em Brasília também soa verossímil, distanciando-se mais intensamente dos casos de Curitiba e Belo Horizonte
No saneamento básico, como seria de se esperar, o DF está na frente, porém seguido de perto por Curitiba e Belo Horizonte, com maior distanciamento de Belém, Goiânia e Fortaleza.
Uma avaliação da qualidade da atenção básica pode ser apreciada a partir de alguns indicadores, nominalmente mortalidade por causas evitáveis, internações por CSAP, cobertura da atenção básica, cobertura de vacinação anti-pólio e proporção de nascidos vivos com pré-natal completo. Verifica-se aí alguma discrepância, por exemplo entre as cifras de mortalidade por causas evitáveis e internações por CSAP, que deveriam estar correlacionadas, mas nem sempre estão. Em Brasília, por exemplo, a baixa mortalidade evitável, uma das menores da série, corresponde ao maior índice de CSAP. De toda forma não parece haver uma correlação direta entre a cobertura da atenção básica e estes dois indicadores, embora no caso de Belém a pequena cobertura da AB parece se refletir no alto índice de mortalidade evitável.
Até certo ponto discrepante, também, seria a correlação entre cobertura vacinal anti-pólio e de pré-natal vis a visa com a cobertura pela AB, tomando como parâmetro o caso de BH, onde os 100% de cobertura pela atenção básica não parecem produzir resultado melhor em vacinação do que em outras capitais com coberturas de AB mais reduzidas. Mas mesmo neste caso é preciso averiguar outros fatores presentes, pois no caso da atenção pré-natal, BH e Curitiba estão muito próximos, embora mantenham diferenças significativas na cobertura da AB. Mais uma vez, todavia, a situação de Belém parece reforçar a suposição de que a baixa cobertura de AB corresponderia e maus indicadores relativos à vacinação, pré-natal e mortalidade evitável.
Em termos de e enfermeiros por mil habitantes, o quadro é de grande variabilidade entre as capitais estudadas, mas podem ser apontados alguns aspectos notáveis. Assim, neste levantamento, ao contrário de outros (como na publicação Demografia Médica, do Cremesp), o DF não é o primeiro lugar em matéria de população de médicos no país, sendo superado por Goiânia e BH, pelo menos. Em termos de enfermeiros possui o DF situação de destaque, com cifras equivalentes às de BH e bem superiores às de Belém e Curitiba.
Em termos de leitos por habitante a situação do DF é também até certo ponto inesperada, pois está distante de ser a mais bem aquinhoada da série. Ao contrário, só é inferior à de Curitiba. Em todas essas cidades há visível regularidade na distribuição de tais leitos, com predomínio do setor público em todas elas, com proximidade de equalização entre público e privado vista apenas no caso de Brasília e de Goiânia.
No caso das despesas com saúde a análise fica prejudicada em primeiro lugar pela aparente não regularidade dos dados e em segundo lugar parla inesperada ausência de dados do DF no presente levantamento.
*Flávio de Andrade Goulart é médico, professor de Medicina na UFU e na UNB, secretário de Saúde em Uberlândia e sobrinho do poeta Carlos Drummond de Andrade
por uberlandiahoje | mar 25, 2025 | Ponto de Vista |
“Não importa quantas vezes uma cobra troca de pele, ela ainda será uma cobra. Pense nisto antes de permitir que certas pessoas voltem livremente para suas vidas.”
Marília Alves cunha 
Todo político ama a popularidade, a sensação de que o povo o aceita, que abre os braços para recebê-lo, aquele prazer de andar pelas ruas da cidade e sentir a vibração boa e energética de uma população que anseia, às vezes, dizer apenas com os olhos e com o aplauso: gosto de você, estamos juntos. Coisa muito diferente do populismo, nada forçado, tudo espontâneo. E muito difícil de se ver hoje em dia, quando os políticos e suas ações ficam mais visíveis, graças às redes sociais que dificultam o esconder malfeitos.
Lula foi um líder popular, tinha melhores condições de lidar com o povo, sentir-se acolhido em suas andanças. Hoje sua desaprovação beira os 60% de acordo com algumas pesquisas de opinião e sua popularidade despenca notavelmente. Do começo de seu terceiro mandato até o momento, foi o governo de uma infinidade notável de erros que condizem com a qualidade de sua imagem perante o povo, caindo em queda livre. Lula sentiu a derrocada, apesar da presunção, a ponto de achar que faça o que fizer será sempre a representação do amor, do pai dos pobres, da alma mais honesta do mundo. As cidades o recebem com frieza, mesmo as palmas de seus fiéis correligionários estão flácidas, amiudadas, carentes de vibração, quase apagadas…E Lula percebe, seria muito difícil que não se atentasse para o fato de que a probabilidade de um 4º. Mandato a cada dia se escasseia.
Fazer o que, então? Mudar o rumo da trajetória? Procurar governar melhor? Gastar menos e com mais proveito para o povo? Enxugar a máquina pública? Parar de aparelhar o Estado com gente ineficiente, sem recursos técnicos para bem desempenhar seu papel? Tirar a cabeça esta ideia maluca que gastar muito e irresponsavelmente é bom para o Brasil?
Não! Nada disto! Isto tudo é balela, conversa de conservadores que nada entendem do assunto. Chamemos o Sidônio para imprimir à campanha eleitoral (já iniciada, só o Tribunal eleitoral não viu) um novo ritmo .É preciso reverter a impopularidade de Lula. Afinal, o governo está indo de bom a melhor, a comunicação é que está errada. É preciso mudar isto. Como dizia o nosso saudoso Chacrinha “quem não comunica se estrumbica”. Bem, até o momento o Sidônio vem errando nesta magia da comunicação. Quem viu a propaganda do Leãozinho do IR junto com a Ministra Macaé fazendo maldades com o precioso marketing, transformando tudo numa palhaçada de mau gosto sabe do que estou falando. E o pior: será que os mais de 3 bilhões que Lula pretende gastar em campanhas publicitárias este ano, alimentarão este tipo de acinte ao povo brasileiro?
Lula não precisa de publicidade, nenhum governo precisa de publicidade, exaltação a seus próprios feitos. O governo não tem concorrentes… Basta fazer as coisas necessárias de maneira correta, com muita seriedade e que vão melhorar a vida das pessoas como um todo, melhorar o Brasil. Planejar, realizar, entregar obras importantes não pela sua magnitude e opulência, mas obras que não podem esperar, tal a sua necessidade, tal a importância que terão na qualidade de vida dos brasileiros. Pacifique este país em estado de permanente tensão e disputa, desde que os grandes poderes da república esqueceram-se de procurar na CF, nos seus princípios e fundamentos, a medida verdadeira para o estabelecimento da justiça. Fique ao lado do povo presidente, não com atitudes e falas bisonhas. Foi o povo que o elegeu, não foi? Foi o povo que acreditou que daria certo, não foi? Cai fora deste beija-mão nojento estabelecido entre justiça, executivo e legislativo. Não adianta gastar o nosso dinheiro (mais de 3 bilhões, já pensaram?)para adquirir a popularidade perdida. As cabeças mudaram presidente, as cabeças evoluíram… Evolua também! Mudar de atitude sim, é o recomeço.
Listei, em meu rascunho, 25 erros que o governo vem cometendo assiduamente. Não vou colocá-los todos aqui, pois transformaria este texto numa coisa chata e que todos já conhecem, afetos que estão à política que se estabeleceu no país. Cito três que considero de máxima importância:
*Apelidar o Agro Negócio de fascista e nazista. O esteio da economia nacional deve ser tratado com o respeito que merece. Apele para o diálogo e bom senso para resolver problemas e nunca se esqueça, que em momentos difíceis, estes “nazi- fascistas” salvaram a situação com muito empenho e trabalho.
*Com a segurança pública beirando o caos, não tome e não permita atitudes a favor do crime e dos criminosos. A sociedade brasileira já está bastante onerada e sofrida com a violência cada vez maior que se instala neste país. Perdemos muitos pontos quando o país se vê tomado pelo crime e pela impunidade.
*Tenha excessivo cuidado quando nomear pessoas para integrar seu time no governo. Precisamos de gente que esteja disposta a trabalhar e que seja capacitado para exercer a função. Estamos cansados de pagar a ineficiência, o descompromisso e, por que não dizer, a política rasteira que se faz, aparelhando o Estado com excesso de gente e falta de inteligência. O Brasil parou por falta de combustível… Não adianta gastar em publicidade e deixar continuar as coisas como estão, no mais completo desgoverno!
*Nem só de assistencialismo pode viver um povo. Chega uma hora em que não mais será suficiente o esparramar bondades que apenas tornarão o país menor e as pessoas menos dotadas de liberdade e cidadania. E, por favor, desista de calar o povo através de regulação das redes sociais. Respeite a Constituição amplamente difundida, no tocante à liberdade de expressão que não põe limites a este direito. Silenciar um povo, expô-lo à censura não é próprio às verdadeiras democracias.
*Estamos atentos, nós brasileiros! Uma fumacinha de corrupção começa a aparecer no horizonte e dizem que onde há fumaça há fogo. Penso que não existe um brasileiro, seja de esquerda, centro, direita ou os que se julgam isentos a favor da corrupção, a não ser os que estão locupletando-se com ela. Não podemos mais aceitar que o monstro que nos aniquila moral e economicamente, tome assento definitivo neste ou em qualquer governo. A corrupção, vista sob qualquer aspecto é uma vergonha para a nação.